A menina tem um corpo bonito e bem feito
vestida com um vestido trapalhão que atrapalha
quando tem de descer as escadas a correr
e enfiar-se pela ranhura no carro pequeno.
Entornava as águas mornas do seu peito
pela brecha da janelinha das águas-furtadas.
O vizinho de baixo atento não perdia uma
imaginava-se a secá-la com a sua toalha branca.
Pedra no sapato, dedo no dedal e carne de cão
à mesa sente-se fresca como um carapau ao sol
sardinha no gelo com sal à espera de ser comida.
Leva-me e faz-me com a cozedura do teu pão.

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