segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Por vezes os nossos filhos

 

A poesia escreva-se na primeira pessoa do singular

às vezes do plural e a duas mãos, a dois corações

mas para não nos enganarmos a nós, nem aos outros

devemos esclarecer que nem tudo é o que parece.

- Nem tudo o que se diz, o que se escreve, acontece.

 

No caminho longo de viver a vida, fazer amigos

continuar a que recebemos e construir uma família

por vezes os nossos filhos para saberem quem são

e para onde querem ir têm de chamar pai a outro.

 

São a forma de ficarmos nos mundos do mundo

a nossa primeira prioridade e preocupação maior

porque é mais fácil dizer: é sábado e estou com fome.

Felizmente nem tudo é: sou eu, somos nós e o destino.


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