”Un baiser légal ne vaut jamais un baiser volé”
(Maupassant)
Era na tua loja da cambraia mais fina
dos azulejos da sede pintados à mão em casa
onde se escondiam aquelas duas peças de fruta
e não mostravam a rosa vermelha na barriga.
Palavras antigas que ela trocava pelos sinónimos.
Generosa e deslumbrante flor dedicada do tempo
conquistadora ardente dos carinhos de outono
e floresce mais bela todo o ano para o seu homem.
De comboio pela noite na latitude do norte
vindo da boca molhada das areias do desejo
de grão de bico aos pares entre flores carmesim.
E sutiã da mesma cor que seria cor de puta de Paris
se não fosse a imagem mais cativante e mais próxima
a porta aberta desse amor que parecia fugir de nós.
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