quarta-feira, 26 de março de 2025

Tempo das cigarras (soneto)

 

Era o tempo das cigarras e das cerejas 

tempo das bocas se colarem uma à outra 

com a cola do néctar em flor das cerejeiras. 

- As bocas se colarem sedentas e esfomeadas.

 

Tempo de deixar as línguas dançarem 

ao som da música sensual dos desejos.

Tempo dos lábios amantes se degustarem

ao som da música do doce licor do vento.

 

Do canto sedutor da cigarra do pensamento 

com os lábios sedosos e o sabor dos beijos

sabendo das almas ancoradas ao sentimento.


Recordando os olhos no meio da madrugada

eram de Leila lua, bela como a noite mais escura.

- O fascínio de tudo que há de melhor na vida.


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