Tinha chegado o tempo de lembrar e de escrever
sobre a linda lua de maio em flor que iluminou
e brilhou em junho e julho, meses e muitos anos
que paciente não desistiu até fascinar e seduzir.
Era impossível ficar-se indiferente com a visão
a imagem dos cabelos soltos, longos e loiros
que caiam em cascata sobre os ombros
e se espalhavam com o sol pelo tapete feito cama.
Nem um barbeiro dos antigos de bata azul
com creme de sabão e pincel faria melhor.
Nem um pêlo esquecido ou teimoso por ali.
Amigo, tenha cuidado com os joelhos
para que não fiquem muito esfolados
de tanta prece, de tanto Deus, tanto ajoelhar.
Sim, quase sempre é tarde demais para se voltar
ao sítio onde se foi feliz, onde foi bom acordar.

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