De mãos dadas e dedos entrelaçados
caminhavam leves à minha frente.
Eu distraído observava muito atento
com o gosto a arroz-doce de outras aventuras
e a velha emoção de novas descobertas.
Observava comovido com muito prazer
Como quem saboreando a vida
bebe água fresca da bica da fonte.
Separaram-se com um beijo intenso.
Os transportes públicos podiam esperar.
Ela foi para o metro como eu fui
ele para o eléctrico que atravessa a cidade
e une pelos seus carris Buda a Peste.
Não vou terminar este texto de observação do amor
que nesta manhã cálida senti a obrigação de escrever
sem dizer que estou a pensar em nós e na nossa Lisboa.

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