Há histórias que são tristes, mas bonitas de contar
e não são todos que vivem uma paixão sem limites.
A história que aqui vos trago ouvi-a ontem na rádio.
Tudo fizeram para se descobrir, conhecer e seduzir.
Não descansaram enquanto não se encontraram.
Quando já tinham tudo o que havia um do outro
para dar e receber, para partilhar e multiplicar.
Quando viviam os dias como quem cedo chegou
à terra e livres se instalaram no paraíso da felicidade.
Como a àgua a ferver, a alegria não parava de crescer.
Foi quando no caminho de regresso às suas casas
deixaram a flor da magia, o fascínio cair no chão
e sem olhar ou voltar atrás seguiram as suas vidas.
Pelos atalhos e ruelas, por bermas e avenidas
ficou um sentimento vazio de amor e saudade.
De um romance que não terá uma segunda tiragem
não será reeditado nem terá uma nova edição.

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